Hipercifose: quando a curvatura da coluna se torna um problema?
Cifose: quando a curvatura da coluna deixa de ser normal? A cifose é uma das quatro curvaturas fisiológicas (normais) da coluna vertebral. A...
27 fevereiro, 2026Entre em contato: (11) 3230-5050 ou (11) 97359-6482
Escoliose é a deformidade da coluna vista de frente. Em vez de manter sua forma retilínea, ela passa a apresentar curvaturas laterais, assemelhando-se à letra “S” ou “C”. Embora existam diversos quadros que causem deformidade na coluna, a escoliose talvez seja a condição que mais desperte a atenção, principalmente por acometer com frequência crianças e adolescentes.
Curvaturas anormais surgem na coluna, provocando alterações em outras partes do corpo, como nos órgãos torácicos e abdominais, na pelve e nos membros. Por isso, é preciso da avaliação adequada de um ortopedista especialista em coluna para que o diagnóstico e o tratamento correto sejam realizados.
Quando vista de perfil (de lado), a coluna possui diversas curvaturas normais, como a lordose e cifose. Quando falamos em escoliose, estamos nos referindo a uma deformidade complexa da coluna vista de frente, na qual a coluna deixa de ser retilínea e passa a apresentar uma aparência de letra “C” ou letra “S” por causa das suas curvaturas laterais. Toda escoliose é composta por curvaturas anormais. Essa condição pode interferir na qualidade de vida do indivíduo, podendo estar acompanhada de outras alterações, como assimetria da pelve e membros inferiores, além de malformações em outros órgãos.
A escoliose apresenta diferentes graus, dependendo da acentuação da curvatura e da gravidade do caso. Dessa forma, o tipo de tratamento deve ser individualizado, podendo variar desde sessões de fisioterapia, uso de coletes, até intervenção cirúrgica.
Os principais sintomas do paciente com escoliose é a deformidade da coluna e a dor.
Outros sintomas são: a assimetria dos membros inferiores, desnivelamento dos ombros, dores constantes na coluna e, quando há a instauração de uma curvatura acentuada, problemas cardíacos e respiratórios podem surgir por conta da compressão da coluna deformada sobre os órgãos adjacentes.
A queixa estética também é bastante frequente entre os pacientes portadores de escoliose e não deve ser negligenciada.
A escoliose apresenta diferentes tipos e causas, visto que o paciente pode apresentar esta condição desde seu nascimento ou adquiri-la ao longo da vida.
Dentre os principais tipo de escoliose, estão:
A escoliose congênita ocorre a partir de uma malformação do paciente durante a gestação, logo a criança já nasce com essa deformidade. Este quadro pode vir acompanhado por outros problemas, como a fusão vertebral ou mesmo a formação incompleta de alguma vértebra. Também pode estar associada a malformações de outros órgãos, como o coração e as vias urinárias.
Caso não seja tratada adequadamente, essa deformidade pode progredir e se acentuar à medida que a criança cresce, prejudicando diversos órgãos e sistemas do paciente, a exemplo do sistema respiratório e do locomotor, sem mencionar a questão estética, que pode gerar danos psicológicos graves no paciente.
Apesar de este tipo de caso ser menos comum, o tratamento prematuro é a principal forma de evitar a progressão da curvatura, de modo a eliminar futuras complicações para a qualidade de vida do indivíduo.
Presente, especialmente, em adolescentes, a escoliose idiopática é o tipo de escoliose mais comum. Tal quadro, apesar de muitas vezes não apresentar sintomas, pode evoluir e gerar incômodos ao paciente, como dor, dificuldade para respirar e queixas estéticas, além de limitar sua mobilidade.
Em quadros onde as curvaturas são mais acentuadas, pode haver a redução do espaço do tórax, pressionando órgãos responsáveis pelo sistema cardíaco e respiratório.
Este tipo de escoliose tem esse nome pois não possui uma causa aparente. Sua progressão é mais acentuada até a maturidade do sistema musculoesquelético, podendo, após isso, ocorrer estagnação do processo. Entretanto, embora mais vagarosamente, não é raro que a deformidade evolua e siga progredindo. Por isso, é necessário o acompanhamento prematuro de um ortopedista especialista em coluna para tratamento adequado, a fim de se evitar complicações futuras.
A escoliose neuromuscular é causada decorrente da existência de patologias de origem neurológica ou muscular, como a paralisia cerebral, distrofias musculares ou artrogripose.
Em tais casos, pacientes que sofrem com essas condições geralmente apresentam desnivelamento pélvica, assimetria dos membros inferiores e desbalanceamento do tronco, prejudicando na distribuição de peso, na higiene pessoal, nos cuidados diários, no decúbito (posição de deitar), na adequação às órteses e à cadeira de rodas quando necessária.
O diagnóstico de escoliose é realizado pelo médico especialista em coluna, que irá realizar exame clínico, uma vez que geralmente é possível notar essa deformidade da coluna com a inspeção e observação da postura.
Exames de imagem são essenciais para determinar o grau da escoliose, medir sua angulação e identificar se a deformidade é rígida ou flexível. Dados esses muito relevantes para se determinar o tratamento adequado após a consulta.
O tratamento para escoliose dependerá basicamente do tipo e do grau da curvatura que a coluna apresenta, além da idade do paciente. Manter o acompanhamento periódico é de suma importância para monitorar se há progressão da deformidade, para que outras medidas sejam adotadas a tempo.
No entanto, o ortopedista pode indicar que órteses ou coletes sejam utilizados para retardar a progressão dessa deformidade. Além disso, sessões de Reeducação Postural Global (RPG) e fisioterapia, podem ser indicadas para alcançar correções posturais, geralmente em escolioses mais leves.
Caso haja progressão da curvatura, uma deformidade acentuada ou mesmo compressões de órgãos, é preciso recorrer à cirurgia para a correção da escoliose. Por ser um procedimento de grande porte, este tipo de tratamento é indicado quando as possibilidades do tratamento conservador se esgotam ou não se aplicam.

O diagnóstico de escoliose é realizado pelo médico especialista em coluna, que irá realizar exame clínico, uma vez que geralmente é possível notar essa deformidade da coluna com a inspeção e observação da postura.
Exames de imagem são essenciais para determinar o grau da escoliose, medir sua angulação e identificar se a deformidade é rígida ou flexível. Dados esses muito relevantes para se determinar o tratamento adequado após a consulta.

O tratamento para escoliose dependerá basicamente do tipo e do grau da curvatura que a coluna apresenta, além da idade do paciente. Manter o acompanhamento periódico é de suma importância para monitorar se há progressão da deformidade, para que outras medidas sejam adotadas a tempo.
No entanto, o ortopedista pode indicar que órteses ou coletes sejam utilizados para retardar a progressão dessa deformidade. Além disso, sessões de Reeducação Postural Global (RPG) e fisioterapia, podem ser indicadas para alcançar correções posturais, geralmente em escolioses mais leves.
Caso haja progressão da curvatura, uma deformidade acentuada ou mesmo compressões de órgãos, é preciso recorrer à cirurgia para a correção da escoliose. Por ser um procedimento de grande porte, este tipo de tratamento é indicado quando as possibilidades do tratamento conservador se esgotam ou não se aplicam.
Para corrigir a deformidade e, consequentemente, frear a sua progressão, é realizado um procedimento chamado artrodese da coluna, que tem por objetivo estabilizar e fixar de forma rígida parte da coluna após a correção das curvaturas.
O procedimento é feito através de uma cirurgia aberta, onde são colocados parafusos, hastes e enxertos ósseos para promover a fusão óssea e a correção da deformidade. Após a artrodese, o paciente permanece alguns dias internado, para observação e início da reabilitação com fisioterapia. Logo após a cirurgia, o indivíduo já consegue se sentar e caminhar normalmente.
As etapas da reabilitação consistem no fortalecimento da coluna como um todo e na correção de possíveis alterações de marcha que foram causadas pela deformidade na coluna previamente à cirurgia. Além disso, é preciso um acompanhamento de rotina com um ortopedista especialista em coluna para análise dos exames de imagem pós-operatórios e para avaliação clínica do paciente.
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